terça-feira, 22 de março de 2011

O FUTURO DO CRISTAO NAO É A VOLTA DE CRISTO E SIM A VOLTA AO REINO

Quando se pensa na escatologia (estudo dos eventos futuros dos últimos dias) o senso comum no meio dos cristãos, sem sombra de duvida, é pensar que nós todos estamos avançando e nos aproximando cada vez mais   da volta de Cristo. Isto nos direciona para frente, numa concepção linear de espacialidade temporal. A idéia futurística não deixa de ser uma construção social e até antropológica. Cada povo e cultura têm uma idéia comum a eles próprios  sobre o futuro.
            A teologia crista desde os seus primórdios tem sido baseada numa cosmovisao sócio-filosofica ocidental, com raízes gregas e romanas. Baseadas numa tríade de passado, presente e futuro. Isto tem dominado o mundo ocidental. No oriente, no mundo persa, árabe e judaico, esta idéia não tem muita aceitação. O povo hebreu não separa o mundo em tempos distintos. Não separa o mundo na perspectiva espiritual, pois para eles, o que acontece na terra tem sempre explicação no céu.
            Quando estudamos a Bíblia a partir do modelo padrão encontrado em Genesis 1,2 e 3, nos deparamos com a matriz do reino, da missão e do discipulado. Todo o restante das escrituras reproduzem esta matriz revelada nos 3 primeiros capítulos da Bíblia.
            Quando Cristo vem ao mundo, ele vem como sendo o segundo Adão, com a missão de refazer o trabalho do primeiro Adão, ensinando os valores do Reino aos homens, mostrando os sinais e maravilhas do seu Reino na terra, veio preparar os homens para governar, dominar e sujeitar toda a terra e tudo o que Deus criou e colocou debaixo do julgo do ser humano. Cristo veio re-humanizar o que foi desumanizado. É muito comum se ver nos Evangelhos Jesus interagindo com os homens de forma social, material e espiritual, bem como, sujeitando a natureza, acalmando ventos e mares, andando sobre as águas, lidando assim, de forma integral com tudo o que Deus criou. Cristo dominava a natureza e o mundo espiritual, mas nunca dominou e sujeitou o ser humano, respeitando a matriz de Genesis nos seus 3 primeiros capítulos, onde Deus disse que o ser humano não deveria dominar e sujeitar os seres humanos e sim todas as demais criaturas criadas. Cristo odiava o pecado e o fato de ver os homens dominando e sujeitando os próprios homens, fazendo isso por meios, políticos, sociais e principalmente pelos meios religiosos.
            Toda a homilia de Jesus foi concentrada sobre o Reino! Ele enfatizou o Reino, ora dizendo que o Reino era chegado, ora dizendo que o Reino estava próximo, ora dizendo que o Reino estava dentro de todos aqueles que recebiam o Rei dos reis em seus corações.
            Portanto, na teologia do nazareno Jesus Cristo, quem está com Ele, já tem o reino e já está reinando. Significa que possuem os valores do Reino, devem, portanto, dominar, sujeitar toda a terra e tudo o que Deus criou, fazendo isso com sabedoria e amor, de tal forma que Deus seja glorificado neste trato com a natureza e com tudo aquilo que não é ser humano. E nas tratativas com os seres da mesma espécie, ou seja, com os seres humanos, os cristãos que são do Reino de Deus, devem amar, perdoar, amparar, ensinar, servir, e, a bem da verdade, devem tratar todos os humanos nascidos de novo em Cristo como regentes do mesmo reino em que eles próprios reinam. Não há escravos no reino de Deus. No mundo grego há escravos e há gente que nasceu para mandarem e outros nasceram para serem mandados, mas no reino de Deus, segundo o modelo dos 3 primeiros capítulos de Genesis, não foram criados servos, ao contrario disso, foram criados regentes da terra, regentes do reino de Deus aqui na terra. Portanto, quem tem o Reino dentro de si, não domina gente, não escraviza gente, não explora gente, não faz mal a gente, não mata gente, não se desumaniza com aqueles que já estão desumanizados pelo pecado. Quem tem o reino de Deus dentro de si é ser humano e deixa de ser desumano.
            Isto posto, entende-se então, que a escatologia para o cristão que tem o reino dentro de si não é algo futurístico, como sendo algo que está à nossa frente, pelo contrario, para o cristão do Reino, a nossa eternidade está na volta ao plano original de Deus. A gente só nasceu porque Deus teve um propósito pré estabelecido por Ele mesmo antes mesmo de sermos criados. Deus teve um propósito para cada um de nós e só depois disso Ele nos criou, e fez isso, para que pudéssemos cumprir o seu propósito para cada um de nós. Portanto, quando nascemos, na realidade nós só nascemos porque o nosso propósito já estava concluído na eternidade. Nós só nascemos e viemos à vida porque todo o propósito de Deus sobre nós já tinha sido ultimado na eternidade por Deus. Então a nossa vinda e nascimento não foram um engano ou uma experiência.
            Nenhum ser humano nasceu primeiro e depois veio um propósito para ele cumprir enquanto vida tiver aqui na terra. Ninguém nasceu para fazer algo novo e de si próprio aqui na terra. Todos só nasceram porque Deus já tinha um propósito estabelecido antes mesmo da fundação do mundo. Então todos nascem para cumprir o propósito de Deus para cada um. Nascem porque o propósito já está concluído!
            A Bíblia diz que Deus estabelece o fim antes do começo! Isaias 46:9-10; Provérbios 16:1,2,3,4,9,25. O próprio Cristo como Cordeiro que tira o pecado do mundo veio a este mundo como Cordeiro simplesmente porque a Bíblia diz que o Cordeiro foi imolado antes mesmo da fundação do mundo 1 Pedro 1:19; Isaias 53 . Cristo nasceu e se encarnou porque a obra dele já estava concluída na eternidade, nos propósitos do Pai. Ele veio porque já tinha acabado! Nós viemos porque nossa obra já tinha sido concluída na eternidade! Já nascemos com o final consumado! Que maravilha! Grande mistério é este e grande maravilha para a nossa vida de fé aqui na terra!
            A nossa escatologia já está concluída! O nosso futuro já foi definido na eternidade antes da fundação dos tempos, portanto, a gente não caminha pra frente como se algo vai acontecer La no futuro, mas nós caminhamos pra frente porque já foi tudo concluído na eternidade e nos decretos eternos do nosso Soberano Deus. Estamos aqui neste mundo como pessoas com propósitos definidos por Deus na eternidade. O coração dos homens enquanto vivos estiverem aqui na terra podem fazer muitos planos mas o propósito de Deus (aquele que foi definido na eternidade para cada um de nós) é o que vai prevalecer sobre qualquer plano humano.
            A nossa mais importante missão na terra é acertarmos no propósito que Deus já decidiu para que possamos viver aqui realizando este propósito. Ele também já nos distribuiu os nossos dons com os quais cumpriremos estes propósitos e faremos com que a nossa missão seja cumprida no reino e para o reino. O papel principal da igreja de cristo aqui na terra é ser facilitadora desta missão! A igreja deve trabalhar com empenho fazendo com que cada membro descubra o propósito de Deus pra sua vida aqui na terra, reconheça e aprimore seus dons, e faça discípulos para o reino. Nenhum crente precisa criar propósitos pois eles já estão prontos antes de cada um nascer. Precisam apenas descobri-los e gastar o resto de suas vidas na terra desenvolvendo estes propósitos para que possam voltar ao Reino de onde vieram.
            Concluindo, nossa escatologia já está concluída dentro dos propósitos de Deus para nós e para o Filho dele, Jesus! Que Deus nos ajude a vivermos o Reino e a sua plenitude aqui na terra, pois o único lugar que temos para governar, dominar e sujeitar todas as coisas é aqui na terra como regentes do reino (Salmo 115:16), pois a terra foi dada aos filhos dos homens para reinarem e fazerem o Senhor ser Rei aqui, pois La no céu Ele já é Rei. Não fomos criados para reinar nos céus mas sim aqui na terra. Quando estivermos com Cristo no seu reino, seremos príncipes, santos e amigos! Mas enquanto estivermos aqui na terra devemos exercer nossa regência, sendo executores do poder e autoridade que temos no Senhor Jesus para exercermos a justiça, o amor, o perdão e tudo aquilo que procede do reino.
            O cristão  do reino antes de almejar ir para o céu ele almeja trazer o céu à terra! O cristão do reino tem a consciência de que os propósitos de Deus para a vida dele têm tudo a ver com o tempo dele aqui na terra, por isso, ele sabe que tem que aproveitar a vida da melhor forma possível aqui na terra para que a missão e suas missões sejam cumpridas e ele faça discípulos para o reino. Jesus mesmo orou por eles em João 17 pedindo ao Pai que não os tirasse do mundo pois este é o lugar para eles entenderem o reino e praticarem o reino, Jesus simplesmente pediu ao Pai que os guardasse do mal.
            Precisamos amar a terra pois este é o reino que temos para sermos regentes! Deus amou ao mundo! Nós precisamos amar ao mundo e nos envolvermos com o mundo! Não falo aqui do pecado que existe no mundo e nem da desumanidade que veio como conseqüência do pecado! Fomos salvos não para o céu, fomos salvos para a terra! Fomos criados regentes para a terra e não para o céu pois La já tem os regentes Pai, Filho e Espírito Santo.
            Este é o nosso tempo e esta é a nossa historia!
            Precisamos nos voltar para o reino e acertarmos nos propósitos de Deus para nossas vidas! Que os nossos planos, sonhos e projetos de vida estejam todos eles dentro dos propósitos de Deus estabelecidos para nós antes mesmo da fundação do mundo, pois se isso acontecer, então estaremos no reino e faremos o serviço do reino, no exercício dos nossos dons, que foram dados a nós para o exercício do domínio que recebemos em Genesis desde o inicio. Dons que edificam vidas e o corpo de Cristo! Os dons não são para manipularem ou dominarem vidas humanas, são para a edificação do corpo. Portanto, os dons não nos pertencem, eles nos foram entregues para os outros. Nossos dons são para os outros próximos e distantes de nós! Precisamos morrer vazios dos nossos dons, pois eles só nos servem aqui na terra – dentro do reino para a edificação da igreja de Cristo.
            Fiquem bem no Reino!
            Nossa escatologia é voltarmos para o reino! Não é irmos para a frente!
            Sejamos humanos e não desumanos!
            Pela causa do reino nazarenico,
            Labieno Moura Palmeira Filho
            Pronasce

domingo, 13 de março de 2011

A ALTA CRÍTICA E O FRUTO PROIBIDO - Cyrus H. Gordon


Embora os estudiosos da Bíblia estejam vivendo em uma época de descobertas sem precedentes, ainda demoram-se à sombra da Alta Crítica do século 19. Houve tempo em que o rótulo "conservador" significava alguém que rejeitava as conclusões da Alta Crítica; mas hoje em dia a mente conservadora com freqüência aferra-se à Alta Crítica, embora a arqueologia tenha demonstrado que suas conclusões são insustentáveis. Meus críticos conservadores, alguns dos quais são mestres em seminários protestantes, católico-romanos ou judaicos, não encontram falta em mim porque minhas obras escritas combatem quaisquer posições religiosas em particular, mas porque não aceito a teoria dos documentos JEDS - uma espécie de insígnia de respeitabilidade acadêmica internacional.

COMETIMENTO INTELECTUAL

Todos os meus professores da Bíblia foram partidários conservadores da Alta Crítica, dotados de uma apreciação positiva - e, em algumas instâncias, senhores de um profundo conhecimento - no que conceme às descobertas arqueológicas que envolvem a Bíblia. Fui simultaneamente treinado nos campos da Alta Crítica e da arqueologia bíblica, sem a princípio perceber que essas duas disciplinas são simultaneamente exclusivas. Com isso quero dizer que o cometimento a qualquer estrutura hipotética de fontes infonnativas, como o é a teoria JEDS, não se coad_na com aquilo que considero ser a única posição sustentável para um erudito crítico: ir para onde quer que as evidências colhidas o levem.
Quando falo em "cometimento" à teoria dos documentos JEDS, falo no sentido mais profundo do tenno. Tenho ouvido professores do Antigo Testamento referirem-se à integridade da teoria JEDS como a sua "convicção". Mas dispõem-se a admitir modificações dela quanto a ponnenores. Eles permitem subdivisões (como D 1, D2, D3 e assim por diante) ou combinações (como JE), ou adicionam algum novo documento imaginário, representado por alguma letra maiúscula; mas não toleram que se ponha em dúvida a estrutura básica dos documentos JEDS. E fico perdido quando tento explicar essa espécie de "convicção" sobre qualquer outra base que não seja a preguiça intelectual ou a incapacidade de apreciação.
A reviravolta em minha maneira de pensar ocorreu depois (e, em larga medida, por causa) de um hiato de quatro anos em minha carreira acadêmica, durante a 2! Guerra Mundial. Quando dei baixa no exército e voltei a ensinar, ofereci um curso sobre o Épico de Gilgamés. No décimo primeiro tablete desse épico não pude deixar de observar que a narrativa babilônica sobre a construção da arca contém especificações detalhadas muito similares às do relato bíblico da arCa de Noé. Ao mesmo tempo, lembrei que a descrição contida no livro de Gênesis é atribuída à fonte "S", cuja data seria a do segundo templo de Jerusalém, visto que fatos e cifras como aqueles que dizem respeito à arca de Noé e outras coisas seriam características de um hipotético autor sacerdotal. O que então me ocorreu foi que se o relato do Gênesis pertence à fonte informativa _S", sobre tais bases, então o épico de Gilgamés, em seu relato sobre a arca, também pertence à fonte "S", sobre as mesmas bases - o que é um absurdo. As tradições pré-abrâmicas preservadas no Gênesis (como o caso do dilúvio) não são produtos de uma tardia fonte _S"; antes, são essencialmente pré­mosaicas, não sendo fácil singularizar detalhes dos relatos que porventura sejam tardios. Isso vinha sendo indicado, desde muito tempo antes, pelos tabletes escritos em sumero-acádico. E agora tornou-se cristalinamente claro, através dos textos ugaríticos, onde temas literários inteiros, bem como frases específicas estão em nossa possessão, em tabletes de épocas pré-mosaicas, bem como em nossa Bíblia canônica, que assim realmente é. Portanto, Ezequiel (14.13-19) referiu-se a um antigo Daniel, homem que foi um modelo de virtudes e que surgiu em cena, juntamente com seus compatriotas, em meio a um grande desastre nacional. E agora dispomos do épico ugarítico sobre esse Daniel, em tabletes copiados no século 14 a. c., quando o episódio já era considerado antigo. Tal como muitos dos salmos atribuídos a Davi, o Salmo 68, longe de ser de época mais recente, está repleto de expressões pré-davídicas, algumas das quais nem ao menos eram entendidas antes da descoberta dos poemas ugaríticos. No versículo seis, para exemplificar, a palavra kosharot significa _cantoras", o que também ocorre no ugarítico, de modo que deveríamos traduzir esse versículo como, _tira os cativos com as cantoras", e não _tira os cativos para a prosperidade", conforme diz a nossa versão portuguesa. E essa tradução dá a entender que quando o Senhor nos livra das tribulações, Ele nos confere alívio e também cânticos de júbilo. As kasharot faziam parte da herança clássica cananéia dos hebreus, tal como as musas fazem parte de nossa herança clássica dos gregos.
A pergunta que atualmente fazem os eruditos da Bíblia não é mais: _Quão pós-mosaico (ou pós-exílico) é este ou aquele lance?" mas antes é: "Quão pré-mosaico (ou pré-abrâmico) é este ou aquele lance?"
O impulso de separar a Bíblia (e outros escritos antigos) em fontes informativas, com freqüência deve-se à falsa suposição de que um estilo diferente automaticamente reflete um autor diferente.

AUTORIA E ESTILO

Quando um dado assunto é o mesmo, então estilos diferentes ordinariamente indicam diferentes autores. Mas qualquer autor pode empregar estilos diferentes para diferentes tipos de assunto. Um advogado usa estilos diferentes, tudo dependendo de estar escrevendo ele depoimento ou escrevendo uma carta para sua progenitora. Um pastor não usa o mesmo estilo ao proferir uma bênção durante o culto e ao falar a seus filhos à mesa, na hora do almoço. .Nenhum médico escreve no estilo de suas prescrições, exceto, quando escreve prescrições médicas.
Por semelhante modo, o estilo técnico do livro de Gênesis, ao descrever a arca de Noé, não indica algum autor diferente do da narrativa circundante, da mesma maneira que o estilo usado por um engenheiro naval, ao descrever as especificações de uma embarcação, não o toma um autor diferente de quando ele escreve um bilhete de amor para sua noiva ou namorada.
As mentes incapazes de abarcar entidades inteiras sentem-se tentadas a fracionar o todo em unidades menores. O livro de Jó, a despeito de suas dificuldades, é infinitamente maior em seu conjunto do que a soma de suas partes constitutivas, depois que os críticos o racham em vários pedaços. A literatura do antigo Oriente Próximo e Médio deixa abundantemente claro que o livro de Jó, conforme ele aparece na Bíblia, é uma única composição conscientemente construída. O tipo de crítica que separa o prólogo e o epílogo prosaicos dos diálogos poéticos, por motivos de estilo (ou seja, a suposição de que "prosa e poesia não se misturam") não se coaduna com as regras de composição literária do antigo Oriente Próximo e Médio. Dentre tantas ilustrações disponíveis, queremos destacar o código de Hamurabi, onde as leis, escritas em estilo prosaico, são emolduradas por um prólogo e um epílogo escritos em estilo poético, dando à composição aquilo que podemos designar de formato "ABA". Isso significa que o corpo principal da composição ficou encerrado em uma linguagem de estilo contrastànte. A estrutura do livro de Jó ("prosa-poesia-prosa") exemplifica esse esquema ABA. Outrossim, a estrutura do livro de Daniel C"hebraico­aramaico-hebraico") também reflete esse padrão ABA, e o livro, por isso mesmo, deveria ser entendido como uma só unidade, conscientemente composta dessa maneira.
Ninguém, em seu juízo perfeito, haveria de querer proscrever o estudo das porções componentes dos livros da Bíblia (ou quaisquer outros livros). Antes, toda a sã abordagem da literatura sagrada requer que a aceitemos segundo os seus próprios termos e formas, sem tentar forçá-Ia para dentro de algum sistema estranho.
Uma das razões mais comuns que os eruditos têm aventurado para postular autorias diferentes é a questão das repetições, com variantes, dentro da Bíblia. Essas repetições, entretanto, são típicas da antiga literatura do Oriente Próximo e Médio: entre os babilônios, ugaríticos e até gregos. Ademais, os gostos literários do mundo bíblico requeriam tal duplicação. José, e mais tarde, Faraó, tiveram cada qual seus sonhos proféticos duplicados. No capítulo quatro do livro de Jonas, o desgosto do profeta é descrito em dois estágios diferentes, cada qual acompanhado pela pergunta divina: "É razoável essa tua ira?" (vv. 4 e 9). Poderia alguém insistirem que essa duplicação originou-se de penas diversas?
Certo tipo particular de duplicação é especialmente interessante por causa do material colateral extra-bíblico de que dispomos. O capítulo quatro de Juízes fornece-nos o relato em prosa, e o capítulo cinco do mesmo livro dá-nos a versão poética da mesma vitória de Débora. As duas narrativas apresentam algumas variações do terna. A posição usual dos críticos é que a versão poética é mais antiga, e que a versão prosaica é mais recente. Isso posto, carece de base a suposição de que há disparidade na idade ou na proveniência, entre duas narrativas, sobre bases estilísticas. Os eventos históricos eram algumas vezes registrados no Egito simultaneamente em versão poética e em versão prosaica, com aquelas diferenças apropriadas aos dois estilos literários. (E algumas vezes os egípcios adicionavam urna t_rceira versão - em quadros). Ao abordarmos questões corno a data e a autoria dos capítulos quatro e cinco do livro de Juízes, é mais apropriado ao assunto não nos esquecermos dos costumes e usos do mundo bíblico, em vez de seguirmos os moldes dos modernos eruditos analíticos, os quais constroem sistemas lógicos, mas irreais.




UMA FRÁGIL PEDRA DE ESQUINA                                                         

Urna das mais frágeis pedras de esquina da hipótese dos documentos JEDS é a noção de que a menção a "Jeová" (na realidade, "Yahweh") tipifica o documento "1", enquanto que o nome "Elohim" tipifica o documento "E". A combinação das fontes informativas J e E, supostamente explicaria o nome divino composto Yahweh-Elohim, que aparece no Antigo Testamento hebraico. Tudo isso parece admiravelmente lógico, e durante anos eu nunca pus em dúvida essa teoria. Todavia, meus estudos sobre os textos ugaríticos destruíram essa espécie de lógica com fatos relevantes. Em Ugarite, as divindades com freqüência tinham apelativos compostos. Uma delas chamava-se Qadish-Amrar; outra, Ibb-Nikkal. Por muitas vezes, a preposição "e" aparecia entre os dois segmentos do nome (Qadish e Arnrar; Nikkal e Ibb; Koshar e Hasis, e assim por diante), embora a preposição pudesse ser omitida. Não somente os eruditos bíblicos, mas também os estudiosos dos clássicos terão de reconhecer esse fenômeno.
No Prometeu Amarrado, Kratos Bia-te, ou seja, "Poder-e-Violência", temos uma dessas combinações. Se alguma outra prova ainda fosse necessária, Heródoto proveu-a em sua história (8.111), onde ele relata como Temístocles tentou extorquir dinheiro da parte dos andreanos, dizendo-Ihes que viera com dois grandes deuses, "Persuasão-e-Necessidade." Os andreanos recusaram-se a pagar, e a maneira deles dizerem-lhe que "não se pode extrair sangue de um nabo", foi que, infelizmente, os deuses deles eram "Pobreza-e-Incapacidade." Portanto, havia o costume generalizado de fundir dois nomes em um só, a fim de designar alguma divindade. O caso mais famoso talvez seja o de Amom-Rá, o qual tornou-se a grande divindade universal, em resultado das vitórias militares egípcias, na sua 18_ dinastia. Amam era o deus com cabeça de carneiro da capital, Tebas. E R_ era o antigo e universal deus-sol. A fusão do universalismo religioso de Ra com a liderança política de Tebas, que venerava a Amom, sublinha ess: nome duplo, "Amom-Rã." Contudo, Amom-Rá era tido como uma so entidade. Os estudiosos muito podem fazer, a fim de explanar a combinação dos elementos em Yahweh-Elohim. Yahweh era um nome divino específico, ao passo que Elohim designa a "deidade" em um sentido mais geral e universal. A combinação Yahweh-Elohim mui provavelmente deve ser explicada mediante a fórmula "Yahweh = Elohim", e que poderíamos parafrasear como "Yahweh é Deus." Sem embargo, quando os críticos asseveram que o nome "Yahweh-Elohim é o resultado de uma combinação de documentos", não podemos aceitar tal conclusão, tal como também não podemos compreender que o nome Amom- Rá resulta da combinação de um suposto documento" A" com um suposto documento "R."

AS FONTES GENUíNAS

Documentos mais antigos transparecem em grande parte do Antigo Testamento. Nosso livro canônico de Provérbios foi compilado à base de coletâneas indicadas como "Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel" (Provérbios 1.1); "Provérbios de Salomão" (Provérbios 10.1, sub­título); "São também estes provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá" (Provérbios 25.1); "Palavras de Agur, filho de Jaque, de Massá" (Provérbios 30.1); "Palavras do rei Lemuel, de Massá, as quais lhe ensinou sua mãe" (Provérbios 31.1). Os salmos individuais devem ter existido antes de terem sido compilados os cento e cinqüenta salmos do livro canônico. Muitos deles exibem títulos que os atribuem a autores específicos. Mas há outros livros da Bíblia que não contam com títulos encabeçando o texto. Assim, o rolo de Rute começa com estas palavras: "Nos dias em que julgavam os juízes ..." E o livro de Levítico começa com: "Chamou o Senhor a Moisés ...", e assim por diante. Visto que alguns livros da Bíblia consistem em compilações (como Provérbios e Salmos), e visto que com freqüência omitiram-se títulos (como em Rute ou Levítico), segue-se que certos livros da Bíblia podem ter sido compilações de fontesinfonnativas anteriores, que não foram identificadas por meio de títulos explicativos.
Já que os documentos JEDS são artificiais como fontes informativas usadas pelo Pentateuco, haverá fontes infonnativas reais? Sim, e uma dessas fontes parece ter sido o livro intitulado "livro das Guerras do Senhor", em Números 21.14.
Uma outra antiga fonte informativa, usada pelos autores sagrados dos livros de Josué e Samuel, foi o livro "dos Justos", mencionado em Josué 10.13 e 2 Samuel 1.18ss. A segunda dessas menções é um extrato da bela lamentação fúnebre de Davi por Saul e Jônatas, a qual foi usada para ensinar às tropas de Judá o heroísmo e a habilidade na arte da guerra (no v. 18, para ensinar, mais precisamente, a arte dos arqueiros, aos soldados de Judá). Não se pode duvidar de que o livro dos Justos era um cântico épico nacional, o qual comemorava o heróico curso da história dos hebreus desde, pelo menos a conquista do território sob a liderança de Josué, até o lançamento dos alicerces da dinastia davídica. À semelhança de outros épicos nacionais, incluindo a Ilíada e o Shah-nameh, o livro dos Justos era usado para inspirar guerreiros a viverem, e, se necessário, morrerem, a exemplos de seus, ilustres precursores. Se o livro dos Justos inteiro caracterizava-se pela alta qualidade literária refletida no cântico fúnebre de Davi, então só podemos esperar que descobertas futuras haverão de restaurá-Ia para nós. E provavelmente competirá, com sucesso, com o épico de Homero como uma das obras-primas da literatura uni versa!.
Os livros de Reis dependem de documentos mais antigos, como o "livro da história de Salomão", conforme se lê em 1 Reis 11.41, ou como o "livro da história dos reis de Israel" (1 Reis 14.19) ou como o "livro da história dos reis de Judá" (1 Reis 15.7, etc.). Os livros canônicos de Crônicas citam uma hoste de fontes informativas por seu nome. É chegado o tempo de se fazer uma nova investigação quanto a essas genuínas fontes informativas das Escrituras, particularmente contra o pano de fundo dos papiros do mar Morto.

OS íDOLOS MODERNOS

Parece que não existem dois estudiosos da Alta Crítica que concordem onde começa ou termina a teoria JEDS. A tentativa de precisar esses pontos, na Bíblia Policrômica, lançou no descrédito o uso de cores, mas não a continuação de formulações verbais menos exatas. A "história" de Israel continua sendo escrita com base na premissa de que só podemos fazê-Ia cientificamente de acordo com documentos hipotéticos aos quais suavemente são atribuídas datas exatas. Apesar da maioria dos críticos afirmar que a fonte "S", cronologicamente falando, apareceu em último lugar, atualmente alguns dos mais eruditos dentre eles estão dizendo que a fonte "s" é, na realidade, a mais antiga de todas, ou, pelo menos, que apareceu antes da fonte "D". Qualquer sistema (não importa se "s" é anterior ou posterior a "D", isso não faz diferença em qualquer sistema) que nos entrave de ir até onde os fatos nos conduzam, não serve para mim. Prefiro tratar com a grande cópia de material autêntico proveniente do mundo bíblico, sem qualquer tipo de empecilho da parte de qualquer sistema hipotético.
É possível que haja um número razoável de fontes informativas designadas na Bíblia, embora não sejam geralmente reconhecidas pelos estudiosos. Tal como uma narrativa mais antiga sobre o dilúvio foi incorporada no épico de Gilgamés, assim também uma história variante mais antiga sobre o dilúvio, conforme penso, foi incorporada no livro de Gênesis. O vocábulo hebraico toledot (literalmente, 'gerações') também pode significar "narrativa" ou "história." No trecho de Gênesis 6.9, as palavras "Eis a história (literalmente "gerações") de Noé" bem podem ter transmitido para os antigos hebreus a mesma idéia que um título transmite para nós. O relato sobre a formação da natureza, em Gênesis 2.4ss., foi apresentado com as palavras "Esta é a gênese dos céus e da terra ..." (_teralmente, "as gerações dos céus e da terra"), e talvez essas palavras tivessem o propósito de servir de título, indicando alguma fonte bíblica.
Mantenhamos os olhos bem abertos e as mentes bem atentas. Façamos observações e averigüemo-Ias contra os fatos disponíveis. Mas não levantemos, altos edifícios sobre a areia movediça.
As escavações feitas em Ugarite têm revelado uma cultura material e literária bastante elevada em Canaã, antes do aparecimento dos hebreus. A prosa e a poesia já estavam, então, bem desenvolvidas: O sistema educacional estava tão avançado que tinham sido preparados dicionários em quatro idiomas para uso dos escribas, e os vocábulos individuais foram alistados em seus equivalentes ugaríticos, babilônios, sumérios e hurrianos. Os primórdios de Israel estão arraigados em uma Canaã altamente cultivada, onde tinham convergido e se misturado as contribuições de vários povos talentosos (incluindo os mesopotâmios, os egípcios e vários ramos dos indo-europeus). A noção de que a religião primitiva de Israel e sua sociedade eram primitivas é uma idéia inteiramente faisa. Nos dias dos patriarcas, a terra de Canaã era o centro de uma grandiosa cultura internacional. Visto que a Bíblia proveio dessa época e desse meio ambiente, ela não pode ter sido escrita sem lançar mão de fontes informativas. Porém, compete-nos estudar as fontes informativas usadas pela Bíblia de acordo com os próprios termos bíblicos e em contraste com seu pano de fundo autêntico, sem apelar para as meras hipóteses.
Se existe alguma expressão no idioma hebraico que está carregada de significados para a pessoa intelectual que se devota à sua herança bíblica, essa expressão é simhat torah, ou seja, "deleite no estudo das Escrituras." Estou familiarizado com esse deleite, e aprecio ver outras pessoas terem a oportunidade de experimentá-lo. E sinto-me desolado ao ouvir tantos inteligentes e sérios estudantes universitários dizerem que seus professores da Bíblia mataram o assunto, ao aferrarem-se à noção de que o estudo da Bíblia consiste em analisar o seu texto em fontes JEDS. A conclusão nada edificante de todos os estudos dessa natureza é que coisa alguma ali é autêntica. É um perverso milagre que esse tipo de ensino prossiga em plena época de grandes descobertas, e quando a erudição bíbliCa é tão edificante.

Um professor da Bíblia, em uma de nossas principais universidades, certa feita pediu-me para eu dar-lhe os fatos a respeito das fontes informativas JEDS. E eu retorqui essencialmente conforme escrevi acima. Ele respondeu: "Estou convencido através do que você acabou de dizer-me, mas continuarei ensinando o antigo sistema." Quando lhe perguntei por quê, ele retrucou: "Porque aquilo que você me disse significa que eu teria de desaprender o que ensino, reestudando e repensando tudo. E é mais fácil prosseguir com o sistema geralmente aceito da Alta Crítica, acerca do qual já possuímos manuais padronizados." Que feliz professor! Ele se recusa a perder o seu lugar no jardim do Édell, por provar o fruto da árvore do conhecimento.

Reimpresso de Christianity Today 23 de novembro de 1959. VoI. 4, págs.131-134
Usado com permissão.


quinta-feira, 10 de março de 2011

DESMISTIFICANDO A IGREJA EPISCOPAL CARISMÁTICA DO BRASIL - QUE IGREJA É ESSA?

Amados irmãos e irmãs, sou pastor da Igreja Episcopal Carismática do Brasil, e sempre que meus alunos ou amigos assistem aos vídeos das pregações e estudos que realizo na igreja que pastoreio, me enchem de perguntas, porque acham que esta igreja é uma vertente católica romana. Assim, decidimos postar alguns vídeos explicando a natureza, origem e teologia de nossa igreja. Espero que ajude a esclarecer o entendimento de muitos. Um forte abraço a todos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

PÓS-GRADUAÇÃO EM TEOLOGIA - INÍCIO DAS AULAS

É com alegria que a SEBI comunica o início das aulas dos programas de Teologia Sistemática e Aconselhamento Bíblico, dia 18 de Março de 2011, das 19:30 às 22:30, nas dependências da Faculdade Mauá de Brasília. As inscrições estão abertas, com desconto, até o dia 10 de Março, na sede da SEBI.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO DO DR. JILTON MORAES

Editora Vida e SEBI convidam para o lançamento do livro
A riqueza maior

Dia 26 de fevereiro de 2011 às 20h
na Sociedade de Estudos Bíblicos Interdisciplinares (SEBI)
QNA 36 - Casa 16 - Taguatinga Norte - DF

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PÉROLAS DOS BOLETINS DE ESCOLA DOMINICAL

Aos amados irmãos, que vez por outra, ficam com dificuldades de escrever seus boletins, vão umas dicas de como não fazer... hehehe.

No estudo desta noite nosso pastor trará a mensagem intitulada 'o que é o inferno'. *Venha cedo e assista o ensaio do coral." *

"Teremos festival de sorvetes na igreja próximo sábado, *As irmãs que forem doar leite cheguem mais cedo." *

"Para aquelas irmãs que têm filhos e não sabem, o berçário fica no segundo andar."

"Após a feijoada do próximo sábado teremos um período de meditação."

"Os adolescentes apresentarão no dia primeiro uma peça de Shakespeare. Venha assitir esta tragédia."

"A irmã Laura agradece a todos os irmãos que contribuíram para que finalmente ela engravidasse. Foi muito difícil, foi uma luta. Sem suas orações..."

"A irmã Zilda estará distribuindo Bíblias na favela na próxima terça. O diabo que se cuide."

"Precisamos orar intensamente pelo problema de saúde da irmã Cândida. Não tem Cristo que resolva."

"Os irmãos e irmãs que não sabem ler devem devolver os boletins da igreja no final do culto, assim que já tiverem usado."

"O novo zelador é o irmão Manuel. Não é casado, mas faz tudo que os outros mandam."

"O pastor viajou para o enterro da mãe do irmão Paulo. No culto cantaremos "Ouve-se o Júbilo de Todos os Povos"."

"O diácono irmão Zaqueu convida os homens da igreja para, no próximo sábado, podarem as árvores."

"A todos os irmãos que doaram alimentos à família da irmã Lurdes a igreja agradece. Ela morreu em paz."

"Convidamos a todos para *possessão* do nosso novo pastor no dia 25. Traga convidados para assistirem."

"Quinta feira, às cinco da tarde, haverá uma reunião do grupo de mães. As senhoras que desejem* **formar parte das mães* devem dirigir-se ao escritório do pastor."

"Prezadas senhoras, não esqueçam a próxima venda para beneficência. É uma boa ocasião para se livrar das coisas inúteis que há na sua casa. Tragam seus maridos"

"Coro dos maiores de 60 anos vai ser suspenso durante o verão, com o agradecimento de toda a igreja"

"Lembrem em suas orações de todos os desesperados e cansados da nossa igreja"

"O preço da incrição para o seminário sobre oração e jejum inclui as refeições."

DE OLHO NO EGITO

A igreja precisa estar de olho no que vem acontecendo no Egito. O plano é trocar seis por meia dúzia. Sendo que a outra meia dúzia é mais danosa do que a primeira. Hosni Mubarak governa, segundo a “oposição”, com uma ditadura. Coloquei oposição entre aspas porque na realidade não é uma oposição política, mas, revolução com chancela religiosa muito forte e visível. Querem que a CHARIAH (XARIÁ), isto é, a Lei Islâmica, seja estabelecida no Egito e que o país seja oficialmente uma Republica Islâmica. Na prática, esse desejo já é uma realidade. Chamar essa mudança de verdadeira democracia e que o direito do cidadão será verdadeiramente respeitado é no mínimo uma inverdade. Como pode ser democracia se não há liberdade religiosa? Aliás, na constituição egípcia a liberdade religiosa é garantida, mas na prática não existe. É bom que se destaque que há alguns líderes do movimento que não querem uma república islâmica, e, há os que desejam o comando do islã, porém pluralista. O que, acho difícil emplacar sem o radicalismo. Quero estar enganado.

É bom lembrar que a população do país é de 80 milhões de habitantes, e, isto significa grandes interesses em jogo. O Egito é um país que abre e interliga a África à Ásia. Seu território abrange os dois continentes. Lá está o Canal de Suez que possibilita a passagem de navios ligando os mares Mediterrâneo e Vermelho, abrindo caminho para o Mar Arábico e desta forma encurtando o trajeto para o transporte de petróleo. A coisa é tão séria que Israel pede o apoio do mundo para manter Mubarak, que também é ditador, porém menos perigoso para o Oriente Médio. O Islã certamente governará com uma mão de ferro mais pesada do que o sistema atual. O Chariah significa um governo Téo ditatorial e não teocrático. Defende a liberdade do cidadão desde que se submeta ao sistema de governo religioso islâmico. A mulher é um objeto de propriedade do homem. Se não for muçulmano não há liberdade de culto, e, se não há liberdade de expressão e culto isto se traduz como ditadura religiosa. Não há respeito ao cidadão. Que democracia é esta que eu não posso ter liberdade de culto?

Algo mais importante está acontecendo lá, e, é bom que analisemos as coisas pelo prisma apocalíptico. O palco está sendo montado na região para o cumprimento das escrituras. Sem dúvida a região é um corredor em direção a Israel. Tratando-se de um país histórico e milenar o Egito vende uma imagem de “bom moço,” para continuar atraindo o turismo, que é na realidade, a sua fonte de renda. Ele não tem petróleo como seus vizinhos, mas, tem história. Apenas 4% das terras são agricultáveis em seu território, o restante é areia. Digo, vende a imagem de bom moço porque ele está entre os principais países em nível de perseguição ao cristianismo. Vimos no primeiro dia do ano o que aconteceu numa Igreja Cristã Cóptica no Cairo. Mais de duas dezenas de pessoas foram mortas, e, quase uma centena de outras, feridas dentro do templo. Muitos que falam do evangelho são presos e executados quando não há interferência internacional. É pouca coisa que acontece lá que vaza para o conhecimento do mundo. Os Estados Unidos estão a favor da manifestação “popular,” popular? Não, não é uma manifestação popular! É na realidade uma manifestação religiosa. As nações pelejarão contra Israel. Aqui está o foco da questão. Em conversa com uma de minhas cunhadas afirmei, que isto tudo é cumprimento das escrituras. O palco tem que ser montado, e, as coisas caminham para o Armagedom. Os corredores estão sendo abertos. Está se criando uma antipatia internacional generalizada contra Israel. O Egito é um dos corredores. É bom lembrar, que o continente africano está tornando-se islâmico, e, grande parte da Ásia e Europa tambem. Tudo o que acontece no Oriente Médio deve ser acompanhado com a Bíblia aberta. Pensemos nisto!

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