Apesar de algumas dificuldades no entendimento de certos dons, com toda certeza estes foram dados por Deus, através do Espírito Santo, para abençoar e dinamizar o corpo de Cristo, ajudando-o no cumprimento de sua missão.
Assim, gostaríamos de concluir este estudo chamando a atenção para os benefícios do exercício dos dons de uma forma bíblica e organizada da vida da Igreja.
1. Preservação da unidade do corpo (Ef 4.3; 1 Co 10.17; 1 Co 12.4).
O corpo é edificado quando todos se encaixam em seus devidos lugares, tendo o mesmo valor, “preservando assim a unidade do Espírito”.
2. Maior unidade no amor e no trabalho (1 Co 12.25,26).
O verdadeiro dom espiritual visa o crescimento do corpo, isto é, do meu próximo. Assim, o serviço e o amor se tornam naturalmente altruístas.
3. O corpo de Cristo amadurece e cresce (Ef 4.11-14; Rm 12.3-8).
Lembre-se que todos os dons são de legítima importância para o corpo de Cristo, assim todos se completam, um ao outro; logo, todos se focalizarão em um verdadeiro crescimento, quer seja da ordem espiritual, quer seja de ordem numérica.
4. Deus é glorificado (1 Pe 4.11; Mt 5.16).
Ao exercitarmos “nossos dons”, projetamos a cruz de Cristo, que por sua vez foi projetada em nós, exaltando, assim, Aquele que nos capacita para toda boa obra.
“Somos de Deus, a Ele, pois, dirijamos todos os momentos de nossa vida, como único e legítimo fim” (João Calvino).
Este blog visa compartilhar algumas reflexões pessoais pertinentes à fé cristã, sua teologia e à interpretação bíblica.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
DONS ESPIRITUAIS: A identificação dos dons nos membros do corpo
Como identificar os dons que Deus tem concedido aos membros do corpo de Cristo? Esta é uma pergunta freqüente. Podemos dizer que na maioria dos casos as pessoas já o sabem, porém:
a. temem em reconhecê-lo, pois isto implica em chamada ao compromisso; ou
b. não têm a oportunidade de exercitá-lo(s) em sua Igreja, criando dúvidas sobre sua realidade em sua vida.
1. Quantos Dons Possuímos como Filhos de Deus?
As capacitações do Espírito Santo na vida de um filho de Deus podem variar bastante. Partimos da premissa que todo filho de Deus, por possuir o Espírito Santo da promessa, tem, pelo menos, um dom em especial com o qual pode e deve servir ao corpo de Cristo e seu reino.
Esta certeza é auferida daquilo que a Palavra de Deus nos ensina em 1 Co 12.7, quando diz que “a manifestação do Espírito é concedida a cada um...”, não isentando ninguém na comunidade de fé, até porque, como vimos, o Espírito não faz acepção de pessoas.
Da mesma forma o apóstolo Pedro nos diz que devemos “servir uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu...” (1 Pe 4.10), deixando claro que cada cristão tem, pelo menos, um dom específico a ser exercido.
Entretanto, à algumas pessoas o Senhor Deus, mediante ação do seu Santo Espírito, capacitou com mais de um dom, visando a glória do seu nome, o crescimento e aperfeiçoamento do seu povo.
Como exemplo desta situação mencionada temos os próprios apóstolos que, além da função apostólica, exerceram funções proféticas, evangelísticas e pedagógicas na Igreja.
Outro exemplo é o caso de Estevão (At 6.8ss), que chamado para “servir às mesas”, também foi profeta e evangelista na comunidade primitiva. Seguindo seu exemplo temos, ainda, Filipe, que também era um dos sete escolhidos para a diaconia às viúvas. Durante a perseguição imposta à Igreja primitiva se tornou um evangelista (At 8.12), tendo também exercido o dom de sinais e milagres (At 8.13).
O Novo Testamento está cheio destes casos de irmãos que exercitaram mais de um dom dentro do corpo de Cristo, mas estes mencionados já nos são suficientes para entendermos que uma pessoa dentro da comunidade pode ter, e geralmente terá, mais de um carisma para abençoar a igreja.
Todavia, devemos ainda mencionar os seguintes aspectos:
a. É tolice, presunção e pecado achar que se tem, ou querer ter, todos os dons. Eles não são dados para exibicionismo e sim para serviço. Por isso, o Espírito Santo os distribui na igreja; o Espírito não os concentra numa única pessoa.
b. Apesar dos cristãos serem dotados, via de regra, com mais de um dom, o número destes dons não extrapola, pelos exemplos das Escrituras, mais do que 2 ou 3 dons. Pode-se ter aptidões para algumas áreas, mas capacitações das quais somos revestidos para servir, são poucas.
c. Os dons que recebemos devem gerar em nós profunda humildade e disposição para o serviço, e não vanglória pessoal. Lembremos do que nos diz Romanos 12.3: Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
2. Princípios Bíblicos Norteadores na Identificação dos Dons em Nossas Vidas
Vejamos agora alguns princípios que nos ajudam a identificar o dom, ou dons, que o Espírito Santos nos tem concedido.
a. Orar com fé, pedindo a Deus clareza de sua vontade em nossas vidas e os dons que nos tem dado para melhor servi-lo, bem como a sua Igreja (Mt 7.7,8).
Lembre-se, pois, que cada cristão possui pelo menos um dom (1 Co 12.7), e que você pode estar usando-o sem mesmo saber. Através da oração temos acesso direto a Deus que nos fará saber com clareza o carisma que nos revestiu.
b. Examinar os desejos do coração, pois quando Deus nos capacita com um carisma Ele mesmo coloca em nossos corações o desejo do exercício do dom. Todavia, examinar os desejos do coração implica em examinar as motivações em si, e não o exercício do carisma, pois podemos ser enganados pela vaidade dos nossos corações.
c. Examinar as evidências do dom ou dons em nossas vidas. “Não seja ingênuo como o homem que estava certo de que ele tinha o dom de ensino, mas estava estarrecido porque ninguém parecia ter o dom de escutar!” (Zaspel).
d. Examine as oportunidades e a necessidade da Igreja (At 6.1-7). Pergunte a você mesmo que oportunidades lhe tem sido conferidas para o exercício do seu dom. procure identificar as áreas mais ativas e menos ativas da sua igreja e se no seu coração há disposição ser servir nestas áreas com alegria.
Antes de fazer qualquer crítica aos ministérios em andamento na comunidade pergunte-se se ode fazer melhor do que está sendo feito. Use de bom senso e amor cristão.
e. O padrão de conhecimento do dom é o serviço (Mc 10.43,44; 1 Pe 4.10). É servindo e se dispondo à servir que os dons se revelam em nossas vidas. Para isto:
• Procure se envolver em vários ministérios da sua igreja.
• Procure o conselho de outras pessoas consagradas e experientes na fé.
• Procure um maior desenvolvimento da sua vida cristã e conhecimento bíblico.
• Gaste tempo com pessoas que manifestaram vários dons. Para isto, sugerimos a leitura de boas biografias.
a. temem em reconhecê-lo, pois isto implica em chamada ao compromisso; ou
b. não têm a oportunidade de exercitá-lo(s) em sua Igreja, criando dúvidas sobre sua realidade em sua vida.
1. Quantos Dons Possuímos como Filhos de Deus?
As capacitações do Espírito Santo na vida de um filho de Deus podem variar bastante. Partimos da premissa que todo filho de Deus, por possuir o Espírito Santo da promessa, tem, pelo menos, um dom em especial com o qual pode e deve servir ao corpo de Cristo e seu reino.
Esta certeza é auferida daquilo que a Palavra de Deus nos ensina em 1 Co 12.7, quando diz que “a manifestação do Espírito é concedida a cada um...”, não isentando ninguém na comunidade de fé, até porque, como vimos, o Espírito não faz acepção de pessoas.
Da mesma forma o apóstolo Pedro nos diz que devemos “servir uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu...” (1 Pe 4.10), deixando claro que cada cristão tem, pelo menos, um dom específico a ser exercido.
Entretanto, à algumas pessoas o Senhor Deus, mediante ação do seu Santo Espírito, capacitou com mais de um dom, visando a glória do seu nome, o crescimento e aperfeiçoamento do seu povo.
Como exemplo desta situação mencionada temos os próprios apóstolos que, além da função apostólica, exerceram funções proféticas, evangelísticas e pedagógicas na Igreja.
Outro exemplo é o caso de Estevão (At 6.8ss), que chamado para “servir às mesas”, também foi profeta e evangelista na comunidade primitiva. Seguindo seu exemplo temos, ainda, Filipe, que também era um dos sete escolhidos para a diaconia às viúvas. Durante a perseguição imposta à Igreja primitiva se tornou um evangelista (At 8.12), tendo também exercido o dom de sinais e milagres (At 8.13).
O Novo Testamento está cheio destes casos de irmãos que exercitaram mais de um dom dentro do corpo de Cristo, mas estes mencionados já nos são suficientes para entendermos que uma pessoa dentro da comunidade pode ter, e geralmente terá, mais de um carisma para abençoar a igreja.
Todavia, devemos ainda mencionar os seguintes aspectos:
a. É tolice, presunção e pecado achar que se tem, ou querer ter, todos os dons. Eles não são dados para exibicionismo e sim para serviço. Por isso, o Espírito Santo os distribui na igreja; o Espírito não os concentra numa única pessoa.
b. Apesar dos cristãos serem dotados, via de regra, com mais de um dom, o número destes dons não extrapola, pelos exemplos das Escrituras, mais do que 2 ou 3 dons. Pode-se ter aptidões para algumas áreas, mas capacitações das quais somos revestidos para servir, são poucas.
c. Os dons que recebemos devem gerar em nós profunda humildade e disposição para o serviço, e não vanglória pessoal. Lembremos do que nos diz Romanos 12.3: Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.
2. Princípios Bíblicos Norteadores na Identificação dos Dons em Nossas Vidas
Vejamos agora alguns princípios que nos ajudam a identificar o dom, ou dons, que o Espírito Santos nos tem concedido.
a. Orar com fé, pedindo a Deus clareza de sua vontade em nossas vidas e os dons que nos tem dado para melhor servi-lo, bem como a sua Igreja (Mt 7.7,8).
Lembre-se, pois, que cada cristão possui pelo menos um dom (1 Co 12.7), e que você pode estar usando-o sem mesmo saber. Através da oração temos acesso direto a Deus que nos fará saber com clareza o carisma que nos revestiu.
b. Examinar os desejos do coração, pois quando Deus nos capacita com um carisma Ele mesmo coloca em nossos corações o desejo do exercício do dom. Todavia, examinar os desejos do coração implica em examinar as motivações em si, e não o exercício do carisma, pois podemos ser enganados pela vaidade dos nossos corações.
c. Examinar as evidências do dom ou dons em nossas vidas. “Não seja ingênuo como o homem que estava certo de que ele tinha o dom de ensino, mas estava estarrecido porque ninguém parecia ter o dom de escutar!” (Zaspel).
d. Examine as oportunidades e a necessidade da Igreja (At 6.1-7). Pergunte a você mesmo que oportunidades lhe tem sido conferidas para o exercício do seu dom. procure identificar as áreas mais ativas e menos ativas da sua igreja e se no seu coração há disposição ser servir nestas áreas com alegria.
Antes de fazer qualquer crítica aos ministérios em andamento na comunidade pergunte-se se ode fazer melhor do que está sendo feito. Use de bom senso e amor cristão.
e. O padrão de conhecimento do dom é o serviço (Mc 10.43,44; 1 Pe 4.10). É servindo e se dispondo à servir que os dons se revelam em nossas vidas. Para isto:
• Procure se envolver em vários ministérios da sua igreja.
• Procure o conselho de outras pessoas consagradas e experientes na fé.
• Procure um maior desenvolvimento da sua vida cristã e conhecimento bíblico.
• Gaste tempo com pessoas que manifestaram vários dons. Para isto, sugerimos a leitura de boas biografias.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Amor: Essência de Deus
A música abaixo é uma das mais lindas que já ouvi na minha vida. Sempre que a ouço meu coração é profundamente tocado. As letras já fizeram parte da minha num momento especial. Infelizmente, este momento se perdeu por culpa minha, pecado do meu coração. Mas hoje, Deus restaurou as verdades da canção em mim. Assim, te convido a ouvir e orar. Que o Senhor Deus te abençoe ricamente.
DONS ESPIRITUAIS: Os Dons e suas Funções
a. Dons de Fundamento, Apóstolos e Profetas: esses dons não existem mais no sentido que o Novo Testamento os revela, pois a eles cabia a fundamentação bíblico-teológica da caminhada do povo de Deus. Era a principal função daqueles que tinham tal dom a revelação da Palavra de Deus. Daí porque se diz que a Igreja de Cristo se fundamenta nos ensinos dos profetas e apóstolos, sendo ela mesma considerada uma Igreja Apostólica. Podemos encontrar variações destes dons em nossos dias, tais como a obra missionária e a pregação, mas de forma alguma se confundem com aquilo que estes carismas representavam para a Igreja neotestamentária.
b. Dons de Sustentação, evangelistas, pastores-mestres, ensino: são dons presente na vida da Igreja que procura expandi-la (evangelistas), fundamentá-la (ensino) e apascentá-la (pastor-mestre), a partir daquilo que foi ensinado pelos profetas e apóstolos, contextualizando a comunidade segundo a sua própria época de existência.
c. Dons de Serviço: carismas que dinamizam a vida do corpo de Cristo dando-lhe ordem, organização e praticidade, promovendo a unidade da Igreja através do serviço mútuo.
d. Dons de Sinais: têm por finalidade revelar a glória e o poder de Deus ao mundo segundo as necessidades de cada época e da comunidade. Não são dons comuns, nem frequentes, porém, esporádicos e passageiros, cumprindo com propósitos específicos.
b. Dons de Sustentação, evangelistas, pastores-mestres, ensino: são dons presente na vida da Igreja que procura expandi-la (evangelistas), fundamentá-la (ensino) e apascentá-la (pastor-mestre), a partir daquilo que foi ensinado pelos profetas e apóstolos, contextualizando a comunidade segundo a sua própria época de existência.
c. Dons de Serviço: carismas que dinamizam a vida do corpo de Cristo dando-lhe ordem, organização e praticidade, promovendo a unidade da Igreja através do serviço mútuo.
d. Dons de Sinais: têm por finalidade revelar a glória e o poder de Deus ao mundo segundo as necessidades de cada época e da comunidade. Não são dons comuns, nem frequentes, porém, esporádicos e passageiros, cumprindo com propósitos específicos.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CURSO DE EVANGELISMO PESSOAL
Amados irmãos e irmãs, a paz de Cristo. A partir do dia 22.02, das 20:00 às 22:00 horas, a Igreja Episcopal Carismática do Brasil, Brasília-DF, oferecerá um curso de Evangelismo Pessoal. Serão 16 semanas com atividades práticas de evangelização. Haverá uma taxa mensal de R$ 20,00 para os participantes. Maiores informações: 8595 7673 ou 8198 1854.
BACHARELADO E MESTRADO EM TEOLOGIA
A SOCIEDADE DE ESTUDOS BÍBLICOS INTERDISCIPLINARES, SEBI, está com as inscrições abertas para os cursos de Bacharelado e Mestrado em Teologia. Se você deseja se capacitar melhor para servir a Deus e à sua Palavra, venha estudar conosco. Maiores informações: 8595 7673 ou 8198 1854. www.sebidf.webnode.com.br
DONS ESPIRITUAIS: Entendendo a Diversidade dos Dons (cont.)
2. Como se Classificam
Algumas tentativas têm sido feitas procurando organizar os dons em classes que permitam uma melhor compreensão dos mesmos e de suas funções. O quadro abaixo, apresentado por Zaspel, exemplifica bem isto:
1./Temporário/Permanente
Temporário
Apostolado
Profecia
Conhecimento
Sabedoria
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Permanente
Evangelistas
Pastor-Mestre
Ensino
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Serviço
2./De falar/De servir/Sinal
De falar
Apóstolos
Profecia
Evangelização
Pastor-Mestre
Ensino
De servir
Liderança
Governo
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Sabedoria
Conhecimento
3.Sustentação/Serviço/Sinal
Sustentação
Apóstolos
Profecia
Evangelização
Pastor-Mestre
Ensino
Serviço
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Conhecimento
Sabedoria
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
4./De Fundamento /Sustentação/Serviço/Sinal
Fundamento
Apóstolos
Profetas
Sustentação
Evangelização
Ensino
Pastor-Mestre
Serviço
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Sabedoria
Conhecimento
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Muitas observações podem ser feitas a partir deste quadro. Mas é importante entendermos que tais classificações são tentativas teóricas, ainda que partindo da Bíblia, para entendermos os aspectos funcionais dos dons. Sobre cada tentativa podemos dizer:
a. Que a tentativa de dividir os dons a partir da questão permanência e temporalidade é muito vaga, uma vez que quem estabelece o critério é o teólogo a partir de pressupostos pessoais, ainda que se tente fundamentar em perspectivas bíblicas. Além de vaga, é uma estrutura rígida, que não contempla novos dinamismos do Espírito na vida da Igreja. Por fim, é uma estrutura que nada nos revela sobre a funcionalidade dos dons no corpo de Cristo.
b. Que a divisão tríplice, falar, servir e sinal é uma tentativa boa de classificação, mas se mostra limitada quando vista da perspectiva da funcionalidade dos dons. Por exemplo, a categoria falar serviria exatamente a qual propósito dentro do corpo de Cristo?
c. Que a divisão sustentação, serviço e sinal atende melhor à perspectiva da funcionalidade dos dons, porém, a palavra sustentação incorre no erro de misturar funções diferentes dentro de uma mesma categoria. Não se pode misturar as implicações do ofício apostólico e profético juntamente com os de evangelista, pastor-mestre, pois estes dependem do trabalho daqueles para o seu exercício.
d. Que “a quádrupla divisão de dons de fundamento, sustentação, serviço e sinal reconhece ainda mais a importante distinção entre os dons de fundamento temporários e os outros dons de sustentação que são permanentes, sendo antes uma parte da fase superestruturada da igreja, do que de sua fase fundacional de edificação” (Zaspel). Além disso, esta divisão distingue bem entre o que é o fundamento bíblico-teológico da Igreja (profetas e apóstolos) e aquilo que deve ser o trabalho de edificação/sustentação que decorre deles. Por fim, podemos dizer que esta divisão atende melhor à perspectiva da funcionalidade dos dons dentro do corpo de Cristo.
Portanto, é melhor estudarmos os dons espirituais a partir da quádrupla distinção e as suas implicações para a vida da Igreja.
Algumas tentativas têm sido feitas procurando organizar os dons em classes que permitam uma melhor compreensão dos mesmos e de suas funções. O quadro abaixo, apresentado por Zaspel, exemplifica bem isto:
1./Temporário/Permanente
Temporário
Apostolado
Profecia
Conhecimento
Sabedoria
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Permanente
Evangelistas
Pastor-Mestre
Ensino
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Serviço
2./De falar/De servir/Sinal
De falar
Apóstolos
Profecia
Evangelização
Pastor-Mestre
Ensino
De servir
Liderança
Governo
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Sabedoria
Conhecimento
3.Sustentação/Serviço/Sinal
Sustentação
Apóstolos
Profecia
Evangelização
Pastor-Mestre
Ensino
Serviço
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Conhecimento
Sabedoria
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
4./De Fundamento /Sustentação/Serviço/Sinal
Fundamento
Apóstolos
Profetas
Sustentação
Evangelização
Ensino
Pastor-Mestre
Serviço
Liderança
Governo
Exortação
Fé
Contribuição
Socorro
Misericórdia
Ministério (Serviço)
Sinal
Sabedoria
Conhecimento
Discernimento de espíritos
Milagres
Curas
Línguas
Interpretação de línguas
Muitas observações podem ser feitas a partir deste quadro. Mas é importante entendermos que tais classificações são tentativas teóricas, ainda que partindo da Bíblia, para entendermos os aspectos funcionais dos dons. Sobre cada tentativa podemos dizer:
a. Que a tentativa de dividir os dons a partir da questão permanência e temporalidade é muito vaga, uma vez que quem estabelece o critério é o teólogo a partir de pressupostos pessoais, ainda que se tente fundamentar em perspectivas bíblicas. Além de vaga, é uma estrutura rígida, que não contempla novos dinamismos do Espírito na vida da Igreja. Por fim, é uma estrutura que nada nos revela sobre a funcionalidade dos dons no corpo de Cristo.
b. Que a divisão tríplice, falar, servir e sinal é uma tentativa boa de classificação, mas se mostra limitada quando vista da perspectiva da funcionalidade dos dons. Por exemplo, a categoria falar serviria exatamente a qual propósito dentro do corpo de Cristo?
c. Que a divisão sustentação, serviço e sinal atende melhor à perspectiva da funcionalidade dos dons, porém, a palavra sustentação incorre no erro de misturar funções diferentes dentro de uma mesma categoria. Não se pode misturar as implicações do ofício apostólico e profético juntamente com os de evangelista, pastor-mestre, pois estes dependem do trabalho daqueles para o seu exercício.
d. Que “a quádrupla divisão de dons de fundamento, sustentação, serviço e sinal reconhece ainda mais a importante distinção entre os dons de fundamento temporários e os outros dons de sustentação que são permanentes, sendo antes uma parte da fase superestruturada da igreja, do que de sua fase fundacional de edificação” (Zaspel). Além disso, esta divisão distingue bem entre o que é o fundamento bíblico-teológico da Igreja (profetas e apóstolos) e aquilo que deve ser o trabalho de edificação/sustentação que decorre deles. Por fim, podemos dizer que esta divisão atende melhor à perspectiva da funcionalidade dos dons dentro do corpo de Cristo.
Portanto, é melhor estudarmos os dons espirituais a partir da quádrupla distinção e as suas implicações para a vida da Igreja.
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